Federação Cabo-verdiana de Ciclismo
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Selecção Nacional na Volta a Angola

Notícia Última actualização: 18 de Outubro

Cabo Verde levou oito atletas à prova, que se disputa entre 9 e 18 de Outubro.

IDJ Banco BAI Cabo Verde SITA

Volta a Angola · 9 a 18 de Outubro

Transmissão e resultados

Transmissão em directo da prova e, no sistema de cronometragem oficial, os tempos de cada etapa e a classificação geral.

Ver em directo → Resultados completos →

Acompanhamento

18 de Outubro · 9.ª etapa: o dia de consagração

A Volta a Angola 2026 fecha-se hoje em Luanda. A última etapa não conta para a classificação geral: vale pela vitória na etapa e pelos prémios correspondentes. As posições da geral, da montanha, das metas volantes e das equipas ficam como estavam ao fim da 8.ª etapa.

O dia tem duas partes. Primeiro, 70 quilómetros em ritmo de passeio até Luanda, percorridos em conjunto com ciclistas amadores. Depois, já na capital, um circuito de cerca de 30 quilómetros, reservado aos ciclistas que ainda estavam em competição.

Os ciclistas da selecção de Cabo Verde com as bicicletas, alinhados antes da partida da 9.ª etapa

Eliezer Soares 5.º no circuito final

No circuito de Luanda, Eliezer Soares foi 6.º, com o mesmo tempo do vencedor, 25:46, num grupo de quinze ciclistas que chegou junto. Venceu Bruno Aráujo (Interclube), o camisola amarela da Volta, à frente de Hosana Gonçalves e Mário de Carvalho, ambos do FBE.

Nélio Cruz foi 9.º, também com o tempo do vencedor, e Leandro Brito 22.º, a 3 segundos. Rúben Lopes terminou a duas voltas.

Classificação da 9.ª etapa, circuito final de Luanda: Eliezer Soares 6.º com o mesmo tempo do vencedor, Nélio Cruz 9.º, Leandro Brito 22.º, Rúben Lopes 39.º

Como Cabo Verde fecha a Volta

A selecção termina a Volta com seis ciclistas em prova, dos oito que começaram. Eliezer Soares é 10.º da classificação geral, a 23:41 do camisola amarela, e Gilberto Dias 23.º. Por equipas, os Tubarões Azuis são 4.º, a 1:38:14 do Interclube, e a melhor selecção estrangeira da Volta.

A partida, em imagens

Nélio Cruz sobre a roda de trás, momentos antes do arranque. Nélio Cruz, de capacete com o nome e equipamento da selecção. O dorsal 77, de Nélio Cruz, e as marcas da SITA e do Banco BAI no equipamento oficial. Pormenor do equipamento da selecção, com o emblema da Federação e as marcas dos patrocinadores. Dois ciclistas da selecção na zona de partida. Ciclistas da selecção nacional a conversar antes do arranque. Ciclista da selecção nacional na zona de partida. Ciclista da selecção nacional junto ao pórtico da Volta a Angola. A selecção na linha de partida da 9.ª etapa. Ciclista da selecção nacional na linha de partida. Ciclista da selecção nacional no arranque da última etapa. Ciclistas da selecção nacional no arranque da última etapa, em Luanda. Bruno Aráujo, do Interclube, com a camisola amarela da Volta a Angola 2026, na linha de partida da última etapa.
A selecção de Cabo Verde e a equipa técnica no pódio da Volta a Angola 2026, em Luanda, no fim da prova

Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

17 de Outubro · 8.ª etapa: Eliezer Soares entra no top-10 da Volta

A penúltima etapa levou a Volta do Porto Amboim a Luanda e terminou com um sprint entre os dois primeiros da geral: venceu Igor Silva (Jair Transporte) em 5:00:10, com Bruno Aráujo a chegar com o mesmo tempo.

Eliezer Soares foi 5.º, a 4:12 do vencedor — o seu melhor lugar numa etapa em linha desta Volta. Nélio Cruz foi 15.º, a 8:34. Leandro Brito e Gilberto Dias terminaram em 24.º e 25.º, e Klisman David e Rúben Lopes em 38.º e 39.º, com o mesmo tempo. Os seis chegaram todos, num dia em que ficaram classificados 45 ciclistas.

O 15.º lugar é o melhor resultado do Nélio Cruz na Volta, e chegou no dia em que correu sem problemas mecânicos — depois de quatro dias seguidos com furos.

Eliezer Soares no top-10

Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 23:17:46. Eliezer Soares subiu de 11.º para 10.º da classificação geral, a 23:41 — o primeiro cabo-verdiano no top-10 desta Volta, a uma etapa do fim.

Gilberto Dias é 23.º, a 53:43. Seguem-se Nélio Cruz em 33.º, Leandro Brito em 34.º, Rúben Lopes em 37.º e Klisman David em 40.º, num total de 45 classificados.

Por equipas

Na geral por equipas, o Interclube lidera com 70:14:18, seguido do Jair Transporte a 7:10 e do FBE a 40:52. Os Tubarões Azuis mantêm o 4.º lugar, a 1:38:14.

A Namíbia ficou reduzida a dois classificados e saiu da classificação por equipas, que exige três. São seis as equipas que mantêm os três classificados: o KBZ é 5.º e São Tomé e Príncipe 6.º. Com a saída da Namíbia, Cabo Verde é a melhor selecção estrangeira da Volta.

Nas classificações secundárias, Gilberto Dias é 16.º na montanha e Eliezer Soares 16.º nas metas volantes, com Klisman David em 18.º

A 9.ª e última etapa corre-se amanhã, 18 de Outubro, em Luanda. Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

16 de Outubro · 7.ª etapa: Cabo Verde passa a Namíbia e sobe ao 4.º lugar por equipas

A Volta cumpriu hoje a etapa mais longa até agora, 180 quilómetros entre o Lobito e o Sumbe, com chegada na subida de 14% em direcção ao Paredão. Venceu Bruno Aráujo (Interclube) em 4:42:25.99, a 38,24 km/h, num desfecho apertadíssimo: Igor Silva a 3 segundos e Hosana Gonçalves a 6.

Leandro Brito foi 10.º, a 49 segundos do vencedor — o segundo dia seguido em que é o melhor cabo-verdiano. Gilberto Dias foi 18.º, a 1:49, e Eliezer Soares 21.º, a 2:23. Rúben Lopes, Nélio Cruz e Klisman David terminaram em 35.º, 37.º e 38.º. Os seis chegaram todos.

Foi um dia duro para o pelotão: a 7.ª etapa começou com 64 ciclistas classificados na geral e terminou com 61. Três ficaram pelo caminho.

O 4.º lugar por equipas

Na etapa, os Tubarões Azuis foram 4.º a 4:12 do Jair Transporte, com a Namíbia em 5.º a 7:59 — mais 3 minutos e 47 segundos ganhos.

Isso chegou para virar a classificação. Depois de ontem terem ficado a 29 segundos, os Tubarões Azuis são agora 4.º da geral por equipas, com a Namíbia em 5.º a 3:18. Em dois dias, Cabo Verde recuperou os 10:33 que devia e passou para a frente.

Entre as selecções estrangeiras, Cabo Verde é agora a melhor da Volta: é 1.º, com a Namíbia a 3:18 e São Tomé e Príncipe em 3.º. O Zimbabué, a Guiné-Bissau e o Velo Club, do Senegal, continuam em prova mas já não têm os três atletas classificados que o regulamento exige para constar da classificação por equipas.

Na geral individual

Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 18:17:36. Eliezer Soares continua em 13.º, a 19:29, e Gilberto Dias em 18.º, a 26:21. Seguem-se Leandro Brito em 36.º, Rúben Lopes em 37.º, Nélio Cruz em 39.º e Klisman David em 43.º, num total de 61 classificados.

Nas classificações secundárias, Gilberto Dias é 8.º entre 18 na Camisola Branca, a classificação dos sub-23, e 14.º na montanha, onde Leandro Brito também já pontuou. Nas metas volantes, Klisman David é 16.º e Eliezer Soares 19.º.

A 8.ª etapa corre-se amanhã, 17 de Outubro, entre o Porto Amboim e Luanda. Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

15 de Outubro · 6.ª etapa: Eliezer Soares 7.º no contra-relógio e Cabo Verde a 29 segundos da Namíbia

A Volta regressou hoje em Benguela com a etapa mais diferente do programa: um contra-relógio individual de 28 quilómetros, sem pelotão e sem companheiros de equipa, com cada ciclista a partir sozinho de minuto a minuto e por ordem inversa da classificação geral. Venceu Dário António (Interclube) em 34:52.989, a 48,18 km/h.

Eliezer Soares foi 7.º entre 64 classificados, a 2:33 do vencedor, rodando a 44,88 km/h. E a surpresa do dia chama-se Leandro Brito: 11.º, a 2:55, depois de ter sido 30.º no prólogo. Gilberto Dias foi 20.º, a 3:39.

Nadir Lopes não alinhou, por problemas físicos. A selecção segue com seis ciclistas em prova.

O dia em que a selecção atacou a Namíbia

O melhor resultado de hoje não é individual. Na classificação por equipas da etapa — a soma dos três melhores de cada selecção — os Tubarões Azuis foram 4.º, a 4:53 do Jair Transporte, com a Namíbia em 5.º a 14:57. Cabo Verde tirou 10 minutos e 4 segundos à Namíbia num só dia.

Na geral por equipas, a Namíbia é 4.ª a 1:06:21 do Interclube e Cabo Verde 5.º a 1:06:50. A diferença entre as duas, que era de 10:33 ao fim da 5.ª etapa, é agora de 29 segundos. Faltam três etapas.

Era o que se esperava deste terreno. No prólogo, o único outro dia contra o relógio desta Volta, a selecção já tinha batido a Namíbia por 52 segundos. Hoje a vantagem multiplicou-se por doze.

Na geral

Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 13:35:11, seguido de Dário António a 5:11 e André Alexandre a 5:44.

Eliezer Soares continua em 13.º, agora a 17:05 — e com a classificação ainda mais apertada à sua volta: o 12.º lugar está a 4 segundos e o 11.º a 13. Gilberto Dias subiu de 20.º para 18.º, a 24:31. Seguem-se Rúben Lopes em 38.º, Nélio Cruz em 40.º, Leandro Brito em 45.º e Klisman David em 49.º, num total de 64 classificados.

Nas classificações por pontos, Gilberto Dias é 13.º na montanha e Klisman David 16.º nas metas volantes.

As horas de partida

Num contra-relógio não há partida em conjunto: cada ciclista sai sozinho, de minuto a minuto. Os cabo-verdianos partiram entre as 10h03 e as 10h54, hora de Angola.

Horas de partida dos ciclistas cabo-verdianos no contra-relógio da 6.ª etapa: Nadir Lopes 10h03, Klisman David 10h17, Leandro Brito 10h22, Nélio Cruz 10h24, Rúben Lopes 10h27, Gilberto Dias 10h47 e Eliezer Soares 10h54, hora de Angola
Horas de partida da Selecção Nacional, nas duas horas — Angola e Cabo Verde. Lista oficial da organização.

A 7.ª etapa corre-se amanhã, 16 de Outubro, entre Benguela e o Cuanza Sul. Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

14 de Outubro · Dia de descanso e travessia para Benguela

A Volta parou hoje. Depois de cinco dias de corrida e das duas etapas mais duras da prova, o pelotão cumpriu o único dia de descanso do programa, ocupado com a travessia do sul para Benguela — mais de 300 quilómetros de estrada, para uma caravana de perto de 600 pessoas entre ciclistas, equipas técnicas, organização e imprensa.

Cabo Verde segue com sete dos oito ciclistas que partiram. Miklos Mota já não está em prova.

A selecção chega a este intervalo com Eliezer Soares em 13.º da geral, a 16:31 da camisola amarela, e Gilberto Dias em 20.º, a 22:51. Por equipas, os Tubarões Azuis são quintos, a 1:02:23 do Interclube e a 10:33 da Namíbia, que ocupa o quarto lugar.

Nas classificações por categoria

A classificação geral não conta tudo. Nos quadros por categoria da organização, Eliezer Soares é 8.º entre os 32 classificados da Categoria Geral — a categoria dos elites — e Gilberto Dias é 10.º entre 21 na Camisola Branca, a classificação dos sub-23, a 14:03 do líder. Leandro Brito, também sub-23, é 17.º.

Há ainda pontos cabo-verdianos nas duas classificações por pontos: Gilberto Dias pontuou na montanha e Klisman David nas metas volantes.

O que está em jogo amanhã

A 6.ª etapa é um contra-relógio individual, em Benguela — o segundo dia da Volta em que cada ciclista corre sozinho contra o tempo. É o terreno em que esta selecção se apresentou melhor: no prólogo, aos 5 quilómetros, Eliezer Soares foi 4.º entre 81 classificados, a 13 segundos do vencedor e a 51,43 km/h, o melhor resultado individual cabo-verdiano em toda a prova.

A geral está apertada à volta dele: o 12.º lugar está a 5 segundos e o 11.º a 51 segundos. Os dez primeiros estão a 2:59.

Por equipas vale a mesma leitura. No prólogo, os Tubarões Azuis ficaram 52 segundos à frente da Namíbia — 4.º contra 6.º. A diferença de 10:33 que hoje separa as duas selecções abriu-se toda nas rampas da 4.ª e da 5.ª etapas.

Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

13 de Outubro · 5.ª etapa: Eliezer Soares sobe a 13.º na geral

Bruno Aráujo (Interclube) venceu a 5.ª etapa em 4:21:47 e pôs terra de permeio na geral. Atrás dele, só companheiros de equipa: Odilson Santos a 2:42 e André Alexandre a 4:43. Dário António, que perdera a camisola amarela na véspera, cedeu mais 6:21. Foram 67 os classificados.

Eliezer Soares foi o melhor cabo-verdiano, em 14.º, a 8:38 do vencedor. Gilberto Dias terminou em 19.º, a 12:19, e Rúben Lopes em 26.º, a 17:07 — os três no primeiro terço da classificação. Depois abriu-se um fosso: Klisman David 47.º, Leandro Brito 48.º, Nélio Cruz 56.º e Nadir Lopes 67.º.

O que mudou na geral

Os cinco primeiros da geral são os mesmos de ontem, mas as distâncias deixaram de ser as mesmas: André Alexandre estava a 18 segundos de Bruno Aráujo e passou a 5:01; Dário António estava a 50 segundos e passou a 7:11. Numa só etapa, a Volta deixou de se jogar ao segundo.

Do lado cabo-verdiano, Eliezer Soares subiu de 15.º para 13.º, a 16:31 da camisola amarela, e Gilberto Dias de 24.º para 20.º, a 22:51. Subiram sem terem ganho tempo a ninguém à frente — subiram porque outros perderam mais.

Os restantes: Rúben Lopes 40.º, Nélio Cruz 43.º, Leandro Brito 45.º, Klisman David 50.º e Nadir Lopes 64.º.

Por equipas

O Interclube lidera com folga, seguido do Jair Transporte e do FBE. Os Tubarões Azuis mantêm o quinto lugar, a 1:02:23.

Entre as equipas estrangeiras, a Namíbia continua à frente e a distância para Cabo Verde passou de 38 segundos para 10:33. Era o duelo mais apertado da prova até ontem; deixou de o ser.

Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

12 de Outubro · 4.ª etapa: Gilberto Dias décimo, a montanha arruma a geral

Oitenta e sete quilómetros, os mais lentos da Volta até agora: o vencedor da 4.ª etapa, o angolano André Alexandre (Interclube), fez a média de 31,82 quilómetros por hora, contra 40,78 na véspera. Quando a média cai nove quilómetros por hora, a estrada subiu — e numa etapa dessas as diferenças deixam de ser de segundos.

Gilberto Dias foi décimo, a 2:43 do vencedor. É a primeira vez nesta Volta que é ele o melhor cabo-verdiano do dia, e é o segundo dia seguido em que a Selecção coloca um atleta no top-10 da etapa. Eliezer Soares terminou em 27.º, a 7:46. Atrás, a etapa cobrou o seu preço: Rúben Lopes 38.º, Nélio Cruz 50.º, Klisman David 57.º, Leandro Brito 65.º e Nadir Lopes 69.º, em 69 classificados.

O que mudou na geral

A camisola amarela mudou de ombros: Bruno Aráujo (Interclube) lidera com 8:36:32, seguido do companheiro de equipa André Alexandre a 18 segundos. Dário António, líder desde o prólogo, é agora terceiro, a 50 segundos.

Do lado cabo-verdiano, a etapa trocou as posições dentro da própria Selecção. Eliezer Soares continua o primeiro cabo-verdiano da geral, agora em 15.º, a 7:53 — vinha de sexto. Gilberto Dias subiu de 34.º para 24.º, a 10:32, e passou a ser o segundo da Selecção. Nélio Cruz é 37.º, Leandro Brito 45.º, Rúben Lopes 49.º, Klisman David 51.º e Nadir Lopes 62.º.

É o tipo de dia que a Volta a Angola costuma ter uma vez por edição e que separa a prova em duas: quem passa a montanha com o grupo da frente e quem passa a correr por outra coisa. A Selecção ficou com dois atletas do primeiro lado.

Por equipas

A organização passou a publicar a classificação oficial por equipas, e é essa que a Federação reproduz a partir de hoje: soma dos três melhores de cada equipa em cada etapa. Lidera o Interclube, com FBE e Jair Transporte a seguir. Os Tubarões Azuis são quintos, a 31:44.

Entre as equipas estrangeiras houve troca de lugares: a Namíbia passou para a frente e Cabo Verde é segundo, a 38 segundos. Depois de três dias na liderança desta classificação, são 38 segundos a recuperar em seis etapas — e com a Namíbia à vista, na mesma estrada.

Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de Comissários.

11 de Outubro · 3.ª etapa: Leandro Brito décimo, dois cabo-verdianos no top-15

A Volta entrou na Huíla e foi um dia duro para a Selecção — mas não por causa do terreno. Duas quedas, em momentos diferentes da etapa, apanharam cinco dos oito cabo-verdianos. Entre o Huambo e a Huíla venceu o angolano Bruno Aráujo (Interclube), sozinho, em 2:27:08.938 a 40,78 quilómetros por hora, com apenas 1,4 segundos para um grupo de sete onde seguia a camisola amarela.

Leandro Brito foi décimo, a sete segundos do vencedor — o melhor resultado de um cabo-verdiano nesta Volta. Eliezer Soares terminou em 12.º, a 9,1 segundos. Depois abriram-se as diferenças: Nélio Cruz foi 22.º a 1:39, Gilberto Dias 35.º a 7:19, Klisman David 49.º, Nadir Lopes 53.º e Rúben Lopes 62.º.

Duas quedas

Os tempos do dia explicam-se por duas quedas em momentos diferentes da etapa.

Na primeira foram apanhados Miklos Mota, Gilberto Dias e Klisman David. Miklos partiu a manete das mudanças e não teve como continuar. Klisman trocou de roda e seguiu. Gilberto trocou de bicicleta com Rúben Lopes, e foi Rúben quem acabou a etapa na bicicleta do colega, com as mudanças avariadas — e ainda furou mais à frente, mas resolveu a tempo de chegar ao fim. Klisman magoou um pé e Gilberto um joelho, sem gravidade.

Já na fase final houve uma segunda queda, com Nélio Cruz e Eliezer Soares. Eliezer ainda terminou em 12.º, a nove segundos do vencedor; Nélio perdeu 1:39 e foi 22.º.

Apesar das duas quedas, todos os atletas estão bem. Feitas as contas do dia: cinco dos oito foram ao chão, sete chegaram ao fim. Num dia assim, o décimo lugar de Leandro Brito na etapa e o sexto de Eliezer na geral valem mais do que os números dizem.

O que mudou na geral

Eliezer Soares desceu de quarto para sexto, mas perdeu pouco: oito segundos para o grupo da amarela. Está agora a 21 segundos de Dário António, com quatro corredores pelo meio separados por nove segundos. É uma classificação apertada, em que uma etapa decide vários lugares de uma vez.

Leandro Brito saltou de 27.º para 11.º, a 47 segundos. É a primeira vez nesta Volta que Cabo Verde tem dois atletas nos quinze primeiros. Nélio Cruz é 21.º, Gilberto Dias 34.º, Klisman David 42.º, Rúben Lopes 51.º e Nadir Lopes 53.º.

Dois nomes em vez de um

Vale a pena olhar para o percurso de Leandro Brito nestes três dias: 30.º no prólogo, 27.º na geral de ontem, 11.º hoje. Não foi um dia isolado — foi subindo em cada etapa, e subiu mais justamente no dia em que o terreno ficou mais duro.

Até agora a Selecção tinha um resultado e sete acompanhantes. A partir de hoje tem dois atletas com algo a defender na classificação geral — o que, numa prova que se decide nas rampas do sul, muda as contas de quem tem de ir com quem.

Por equipas

O Interclube passou para a frente da classificação por equipas, à custa da vitória de Bruno Aráujo. Os Tubarões Azuis mantêm o quarto lugar, agora a 2:37, e continuam primeiros entre as equipas estrangeiras, com 49 segundos de vantagem sobre a Namíbia. São contas da FCC sobre os tempos oficiais, oficiósas até homologação.

Amanhã, 4.ª etapa: Namibe – Huíla. É a mais curta das etapas em linha, mas acaba na subida da Umbia, com rampas de 12 por cento. É o primeiro dia em que a Volta se pode decidir.

10 de Outubro · 2.ª etapa: seis cabo-verdianos no grupo da frente

A primeira prova em linha da Volta, 140 quilómetros entre o Bié e o Huambo segundo a cronometragem oficial, terminou com chegada em pelotão — e com seis dos oito cabo-verdianos no grupo da frente, todos com o tempo do vencedor. Depois de um prólogo em que os oito se espalharam por mais de um minuto e meio, foi a primeira vez que a Selecção correu junta.

Venceu o angolano Jorge Gonçalves (Jair Transporte), que fez os 140 quilómetros em 3:19:27.241, a 42,12 quilómetros por hora de média. Nélio Cruz foi o melhor cabo-verdiano, 15.º, seguido de Leandro Brito em 17.º, Miklos Mota em 27.º, Eliezer Soares em 29.º e Gilberto Dias em 36.º — os cinco com o mesmo tempo do vencedor. Klisman David chegou a 6,9 segundos, em 40.º. Rúben Lopes e Nadir Lopes ficaram para trás, a 14:19 e a 18:29.

O que mudou na geral

Eliezer Soares manteve o quarto lugar, a 13 segundos da camisola amarela de Dário António, e a apenas seis segundos do pódio. Numa etapa em que ninguém da frente perdeu tempo, segurar a posição era o objectivo, e cumpriu-se.

Os outros subiram todos: Nélio Cruz de 22.º para 20.º, Leandro Brito de 30.º para 27.º, Gilberto Dias de 31.º para 29.º, Miklos Mota de 35.º para 34.º. Klisman David é 42.º. Com cinco atletas no primeiro terço de um pelotão internacional de 78, a Selecção deixou de depender de um só nome.

Meio segundo que já conta

Há um pormenor que vale a pena guardar. Eliezer Soares e o angolano Hosana Gonçalves têm exactamente o mesmo tempo na geral, 3:25:17. O que separa o quarto do quinto lugar são os 505 milésimos que Eliezer lhe tirou no contra-relógio de ontem — 5:50.392 contra 5:50.897.

É a regra do desempate a funcionar: quando os tempos da geral empatam, contam as frações de segundo registadas no prólogo. Meio segundo ganho numa curva do Cuito vale, hoje, um lugar na classificação — e pode valer mais até ao último dia.

Por equipas

Na soma dos três melhores tempos de cada equipa, os Tubarões Azuis são quartos na geral, a 1:02 do Jair Transporte, atrás das mesmas três equipas angolanas de ontem. Entre as equipas estrangeiras continuam em primeiro, agora com 52 segundos de vantagem sobre a Namíbia. O Zimbabué e a Guiné-Bissau ficaram sem classificação por terem apenas dois atletas a terminar a etapa. São contas da FCC sobre os tempos oficiais, oficiósas até homologação.

Amanhã, 3.ª etapa: Huambo – Huíla. Começa a aproximação ao sul, onde a Volta se decide.

9 de Outubro · Prólogo: Eliezer Soares quarto no Cuito

A Volta a Angola abriu com um contra-relógio individual de cinco quilómetros nas ruas do Cuito e a Selecção Nacional começou melhor do que se esperava. Eliezer Soares foi quarto, a 13,3 segundos do vencedor, e é terceiro da categoria geral. Os oito ciclistas cabo-verdianos terminaram a etapa.

Num esforço de pouco menos de seis minutos, Eliezer rolou a 51,43 quilómetros por hora de média, segundo a cronometragem oficial da prova. O vencedor andou a 53,41. Num contra-relógio curto não há onde recuperar: ganham-se ou perdem-se segundos no arranque, nas curvas e na capacidade de aguentar a posição até ao fim.

Os três à frente

Dário António (Interclube) venceu com 5:37.090, a 53,41 km/h. É o homem a bater: ganhou as três últimas edições da Volta a Angola, foi campeão nacional de contra-relógio em 2019, 2022 e 2024, campeão nacional de estrada em 2016, e venceu a Volta ao Faso em 2019. Correu como profissional na Banco BIC-Carmim e na BAI-Sicasal-Petro de Luanda. O contra-relógio é a sua especialidade, e hoje notou-se.

Igor Silva (Jair Transporte) foi segundo, a 5,2 segundos, a 52,63 km/h. É o vencedor da primeira Volta a Angola, em 2015, e um dos nomes mais constantes do ciclismo angolano: campeão nacional de contra-relógio em 2006, 2007 e 2016, campeão nacional de fundo em 2023, vencedor da Volta ao Congo em 2015 e terceiro na Volta ao Egipto em 2019.

Cristian Texeira (Jair Transporte) completou o pódio a 7,8 segundos, a 52,33 km/h, e vestiu a camisola branca, por ser o melhor sub-23 do dia. É o menos conhecido dos três, e talvez o que mais diz sobre o nível da prova: um sub-23 angolano andou mais depressa do que a generalidade do pelotão internacional.

Eliezer Soares ficou a 8,1 segundos de Igor Silva e a 5,5 de Cristian Texeira. Posto de outra forma: entre o quarto e o segundo lugar couberam oito segundos num esforço de seis minutos. É uma margem curta, e diz que a distância para os melhores angolanos, neste terreno, já não é um abismo.

Por equipas

A organização ainda não publicou classificação por equipas. Pelo critério habitual — a soma dos três melhores tempos de cada equipa, que é também o que está configurado na cronometragem da prova —, a Selecção Nacional é quarta entre as onze equipas classificadas, com 18:24.202, a 1:01 do Jair Transporte. À frente ficaram as três equipas angolanas de referência: Jair Transporte, Interclube e APL.

Entre as equipas estrangeiras, Cabo Verde é primeiro: 52,5 segundos à frente da Namíbia, 1:32 à frente da Guiné-Bissau e 3:52 à frente de São Tomé e Príncipe. O Zimbabué e o Velo Club, do Senegal, não têm classificação por terem menos de três atletas a terminar. São contas da FCC sobre os tempos oficiais, oficiósas até homologação.

Como ficaram os nossos

  • 4.º Eliezer Soares5:50.392 · +13.3
  • 21.º Nélio Cruz6:14.349 · +37.3
  • 29.º Leandro Brito6:19.461 · +42.4
  • 30.º Gilberto Dias6:22.256 · +45.2
  • 34.º Miklos Mota6:24.672 · +47.6
  • 45.º Klisman David6:36.613 · +59.5
  • 53.º Rúben Lopes6:59.877 · +1:22.8
  • 54.º Nadir Lopes7:00.712 · +1:23.6

Nas classificações secundárias, Miklos Mota é segundo no melhor jovem e Eliezer Soares terceiro na categoria geral. Leandro Brito e Gilberto Dias são 11.º e 12.º na camisola branca.

O prólogo não decide uma Volta: decide a ordem por onde se entra nela. As diferenças de hoje contam-se em segundos; as das etapas do sul, com a Umbia, a Tundavala e a Serra da Leba, contam-se em minutos. Mas começar com um atleta no top 5 e os oito em prova é a melhor forma de entrar.

Amanhã, 2.ª etapa: Bié – Huambo, 151 quilómetros. A primeira prova em linha, e a primeira vez que a equipa vai ter de correr junta.

Resultados da cronometragem oficial da prova, oficiosos até homologação pelo Colégio de Comissários. 78 classificados.

9 de Outubro · Antevisão: o percurso, onde se decide e o prólogo

Com a publicação do caderno de encargos da 5.ª edição, a Volta a Angola deixa de ser uma ideia e passa a ser um mapa. São nove etapas entre 9 e 18 de Outubro, um dia de descanso, mais de 1 100 quilómetros e oito províncias atravessadas — Bié, Huambo, Huíla, Namibe, Benguela, Cuanza Sul, Icolo e Bengo e Luanda. A prova está inscrita na classe NCUP 2.2 e disputa-se segundo os regulamentos da União Ciclista Internacional. Para a selecção nacional, é o compromisso internacional mais exigente da época.

As nove etapas

  • Prólogo · Bié – Bié (Cuito)9 Out · 5 km
  • 2.ª · Bié – Huambo10 Out · 151 km
  • 3.ª · Huambo – Huíla11 Out · 120 km
  • 4.ª · Namibe – Huíla12 Out · 87 km
  • 5.ª · Namibe – Huíla13 Out · 150 km
  • Descanso e travessia Huíla – Benguela14 Out
  • 6.ª · Benguela – Benguela (contra-relógio)15 Out · 40 km
  • 7.ª · Lobito – Sumbe16 Out · 174 km
  • 8.ª · Porto Amboim – Luanda17 Out · 189 km
  • 9.ª · Barra do Cuanza – Luanda18 Out · 190 km

Onde se decide a Volta

A prova decide-se no planalto e nas rampas do sul. A 4.ª etapa, apesar de ser a mais curta das etapas em linha, termina na subida da Umbia, com 12% de inclinação. A 5.ª acaba na Fenda da Tundavala, depois de dois prémios de montanha. A 7.ª fecha com uma subida de 14% no Sumbe, em direcção ao “Paredão”. E a Serra da Leba, classificada como prémio de montanha especial, é o ponto mais alto de dificuldade de toda a Volta. Ao longo dos dez dias são mais de 20 metas volantes e cerca de 18 prémios de montanha.

Entre as rampas há dois dias contra o cronómetro — o prólogo de hoje e os 40 quilómetros de Benguela, a 15 de Outubro — que separam quem rola bem sozinho de quem só vive do pelotão. Quem quiser ganhar a camisola amarela tem de aguentar o sul e não perder minutos nestes dois dias.

A última etapa é a excepção: entre a Barra do Cuanza e Luanda, o perfil é plano junto ao litoral, sem um único prémio de montanha marcado, e termina num circuito fechado na capital. É o dia dos sprinters e da festa de encerramento — mas são 190 quilómetros, e quem lá chegar leva dez dias de estrada nas pernas.

Antevisão do prólogo

A Volta abre com um contra-relógio individual de cinco quilómetros na cidade do Cuito, província do Bié, com partida e chegada no mesmo local, junto ao governo provincial. As partidas são dadas de minuto a minuto e é permitida a utilização de bicicleta específica de contra-relógio. Alinham 102 ciclistas, com partidas espaçadas ao longo de pouco mais de hora e meia.

São menos de seis minutos de esforço para os mais rápidos, a uma média que deve andar perto dos 50 km/h. Num prólogo tão curto, as diferenças contam-se em segundos e não em minutos: entre o primeiro e o vigésimo classificado é normal caberem menos de trinta segundos. Mas são segundos que ficam na classificação geral até ao último dia — e, em caso de empate no final da Volta, são as fracções de segundo registadas hoje que desempatam.

O percurso é urbano e praticamente plano, o que premeia quem arrancar forte e conseguir manter a cadência sem explodir à entrada das curvas. O Cuito está a mais de 1 600 metros de altitude: o ar é mais rarefeito, ajuda quem rola depressa mas castiga quem não tem dias de adaptação — e a nossa comitiva chegou a Angola há três dias. Em contra-relógio não há fecho de controlo nesta etapa, pelo que ninguém fica pelo caminho por tempo.

Para a selecção nacional, o prólogo não é o dia de decidir nada. É o dia de entrar na prova sem perder tempo desnecessário, verificar sensações e começar a construir a classificação por equipas, que se faz pela soma dos três melhores tempos de cada selecção em cada etapa. O objectivo assumido desde a partida mantém-se: chegar a Luanda a 18 de Outubro com os oito ciclistas e representar bem o país em cada dia de estrada.

Nas últimas horas antes da partida, os ciclistas fazem o reconhecimento do percurso, aquecem e afinam os últimos pormenores do material. É o momento mais silencioso da prova.

Nélio Cruz sobre a bicicleta, de capacete e equipamento nacional, nos preparativos para o prólogo Atleta da selecção nacional com capacete de contra-relógio com as cores de Cabo Verde, antes do prólogo Atleta da selecção nacional com o equipamento oficial, na zona de partida do prólogo Atleta da selecção nacional junto à bicicleta, nos preparativos para o prólogo

Horários de partida

  • Rúben LopesDorsal 83 · 12h13
  • Klisman DavidDorsal 81 · 12h17
  • Gilberto DiasDorsal 80 · 12h22
  • Leandro BritoDorsal 82 · 12h29
  • Eliezer SoaresDorsal 78 · 12h52
  • Miklos MotaDorsal 79 · 12h55
  • Nadir LopesDorsal 84 · 13h06
  • Nélio CruzDorsal 77 · 13h13

Cabo Verde alinha como Tubarões Azuis, com os dorsais 77 a 84. Uma hora separa o primeiro do último cabo-verdiano em estrada. Fecha a lista de partida da prova Dário António, vencedor das três últimas edições.

Camisolas em disputa

  • AmarelaGeral individual por tempos
  • Verde escuroGeral por pontos
  • Às bolinhasGeral da montanha
  • BrancaJuventude · sub-23
  • Verde fluorescenteGeral de júnior
  • Cores de AngolaMelhor ciclista angolano

Há ainda classificação do mais combativo e classificação por equipas. Gilberto Dias, Leandro Brito e Miklos Mota, inscritos em sub-23, correm também pela camisola branca.

O pelotão

Alinham equipas e selecções interprovinciais angolanas — Interclube, Jair Transport, APL, Kambas da Bicicleta do Zango, CCCK, Norte 1, Norte 2, Sul e Misto do Bié — e as selecções nacionais da Guiné-Bissau, RD Congo, Zimbabwe, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Mali e Cabo Verde. São 102 ciclistas à partida, no pelotão mais numeroso em que a selecção cabo-verdiana alinhou esta época.

Começa aqui. Acompanhamos dia a dia.

8 de Outubro · Véspera: apresentação e treino

Na véspera do arranque ficou resolvida a principal preocupação da comitiva. O problema da bicicleta de Klisman David foi superado com o aluguer de uma bicicleta em Luanda.

A solução não é a ideal — uma bicicleta alugada obriga a readaptar medidas e posição, e isso sente-se numa prova com etapas acima de 150 quilómetros — mas garante o essencial: os oito ciclistas convocados partem. Não foi obra de uma pessoa: o staff, a direcção e os atletas procuraram alternativas no terreno desde o primeiro dia, e é esse trabalho conjunto que permite apresentar a selecção completa.

A selecção participou na apresentação oficial das equipas da Volta a Angola, mostrando-se pela primeira vez ao público da prova com o equipamento nacional.

Os oito atletas da selecção nacional de Cabo Verde na apresentação das equipas da Volta a Angola
A selecção nacional de Cabo Verde na apresentação oficial das equipas da Volta a Angola, em Luanda.

No mesmo dia a equipa realizou um treino conjunto. São sessões que servem mais do que a forma física, que a esta altura já está feita: permitem verificar o material depois da viagem, adaptar o corpo ao calor e à humidade de Luanda — bem diferentes das condições de Santo Antão, São Vicente ou do Sal — e rodar em grupo, o que para uma equipa reunida de três ilhas e dois países não é um detalhe.

Falta a revisão final do material e as últimas afinações antes da primeira etapa, a 9 de Outubro.

7 de Outubro · Comitiva completa e equipamentos

O ciclista Nélio Cruz, que por razões operacionais teve de viajar um dia depois do resto do grupo, partiu a 6 de Outubro e chegou a Luanda a 7. A comitiva ficou completa.

O ciclista Nélio Cruz durante a viagem para Luanda
Nélio Cruz a caminho de Luanda, a 6 de Outubro.

Foi também o dia em que a equipa se apresentou com os equipamentos oficiais da Federação. O equipamento leva as cores e as estrelas da bandeira nacional, o emblema da Federação e as marcas do Banco BAI e da SITA, parceiros que vêm apoiando o ciclismo nacional.

Uma participação desta dimensão — levar oito atletas e o staff do arquipélago até Luanda, com material e equipamento — não se faz sem parceiros que acompanhem o projecto de forma continuada.

Dois atletas da selecção com o equipamento oficial da Federação Atleta da selecção com o equipamento oficial e a bicicleta de prova Atleta da selecção com o equipamento oficial Atleta da selecção com o equipamento oficial Atleta da selecção com o equipamento oficial

6 de Outubro · Chegada a Luanda

A comitiva chegou a Luanda a 6 de Outubro, vinda de Lisboa. A chegada trouxe também o primeiro problema da missão: a bicicleta de Klisman Monteiro David chegou com o quadro partido e uma roda amolgada.

Numa prova por etapas, a bicicleta não é um acessório — é a ferramenta de trabalho do atleta, afinada às suas medidas. Uma roda substitui-se; um quadro partido não se repara no local e significa, em princípio, não partir.

A resposta foi colectiva. Staff, direcção e os próprios atletas puseram-se a procurar alternativas em Luanda, com um objectivo simples: que nenhum dos oito convocados ficasse de fora por falta de material.

5 de Outubro · Partida

Juntar uma selecção num arquipélago começa por ser um exercício de logística. A comitiva nacional partiu em três grupos — de São Vicente, do Sal e da Praia — com ponto de encontro em Lisboa.

Na capital portuguesa juntaram-se ao grupo Ana Rita Vigário, Seleccionadora Nacional, e o ciclista Leandro Brito, que viajou de Itália, onde reside. Do Sal seguiu também Idelfrides Soares, o Didi, que nesta missão acumula as funções de chefe de missão e de mecânico da equipa.

A comitiva fez escala em Lisboa no próprio dia 5, com a chegada a Luanda prevista para o dia seguinte.

Atletas

  • Nadir LopesSanto Antão
  • Nélio CruzSão Vicente
  • Miklos MotaSão Vicente
  • Eliezer SoaresSal
  • Rúben LopesSanto Antão
  • Gilberto DiasSanto Antão
  • Klisman DavidSão Vicente
  • Leandro BritoItália

Equipa técnica

  • Ana Rita VigárioSeleccionadora · Portugal
  • Idelfrides SoaresChefe de missão · Sal

Já em Angola, integram também o staff o massagista Vânio e o assistente Bruno.

Enquadramento

A Selecção Nacional de Cabo Verde participa na Volta a Angola, que se disputa entre 9 e 18 de Outubro. A comitiva iniciou a viagem a 5 de Outubro e regressa a 19.

A representação nacional foi composta por oito atletas, sob orientação da Seleccionadora Nacional Ana Rita Vigário, e de Idelfrides Soares como chefe de missão. É o primeiro compromisso internacional da selecção sob a nova direcção da Federação.

É a terceira participação de Cabo Verde na prova, a convite da Federação Angolana de Ciclismo, segundo o Presidente da Federação, Manuel Tomás Gomes. A Volta a Angola é uma competição exigente, que reúne ciclistas de países africanos e europeus e tem etapas de mais de 150 quilómetros.

A selecção dos atletas teve por base os resultados nas provas nacionais — incluindo campeões e vice-campeões nacionais — e o comportamento dos ciclistas em competição.

Quanto a objectivos, o Presidente da Federação afirmou que o principal é uma boa prestação que dignifique a bandeira nacional, acrescentando que entrar no top 10 ou vencer uma etapa seria "muito bom". Considerou ainda que o ciclismo cabo-verdiano está em evolução e melhora de ano para ano.

Declarações à Agência Inforpress, 5 de Outubro de 2026.

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