A Volta a Angola 2026 fecha-se hoje em Luanda. A última etapa
não conta para a classificação geral: vale pela vitória na
etapa e pelos prémios correspondentes. As posições da geral, da
montanha, das metas volantes e das equipas ficam como estavam ao fim
da 8.ª etapa.
O dia tem duas partes. Primeiro, 70 quilómetros em ritmo de
passeio até Luanda, percorridos em conjunto com ciclistas
amadores. Depois, já na capital, um circuito de cerca de 30
quilómetros, reservado aos ciclistas que ainda estavam em
competição.
Eliezer Soares 5.º no circuito final
No circuito de Luanda, Eliezer Soares foi 6.º, com o mesmo
tempo do vencedor, 25:46, num grupo de quinze ciclistas que chegou
junto. Venceu Bruno Aráujo (Interclube), o
camisola amarela da Volta, à frente de Hosana Gonçalves e Mário de
Carvalho, ambos do FBE.
Nélio Cruz foi 9.º, também com o tempo do vencedor, e
Leandro Brito 22.º, a 3 segundos. Rúben Lopes terminou a
duas voltas.
Como Cabo Verde fecha a Volta
A selecção termina a Volta com seis ciclistas em prova, dos
oito que começaram. Eliezer Soares é 10.º da classificação
geral, a 23:41 do camisola amarela, e Gilberto Dias 23.º. Por
equipas, os Tubarões Azuis são 4.º, a 1:38:14 do
Interclube, e a melhor selecção estrangeira da Volta.
A partida, em imagens
Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de
Comissários.
17 de Outubro · 8.ª etapa: Eliezer Soares entra no top-10 da Volta
A penúltima etapa levou a Volta do Porto Amboim a Luanda e
terminou com um sprint entre os dois primeiros da geral: venceu
Igor Silva (Jair Transporte) em 5:00:10, com Bruno Aráujo a
chegar com o mesmo tempo.
Eliezer Soares foi 5.º, a 4:12 do vencedor — o seu melhor
lugar numa etapa em linha desta Volta. Nélio Cruz foi 15.º,
a 8:34. Leandro Brito e Gilberto Dias terminaram em 24.º e 25.º,
e Klisman David e Rúben Lopes em 38.º e 39.º, com o mesmo tempo.
Os seis chegaram todos, num dia em que ficaram classificados
45 ciclistas.
O 15.º lugar é o melhor resultado do Nélio Cruz na Volta, e chegou
no dia em que correu sem problemas mecânicos — depois de quatro
dias seguidos com furos.
Eliezer Soares no top-10
Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 23:17:46.
Eliezer Soares subiu de 11.º para 10.º da classificação geral,
a 23:41 — o primeiro cabo-verdiano no top-10 desta Volta, a uma
etapa do fim.
Gilberto Dias é 23.º, a 53:43. Seguem-se Nélio Cruz em 33.º,
Leandro Brito em 34.º, Rúben Lopes em 37.º e Klisman David em
40.º, num total de 45 classificados.
Por equipas
Na geral por equipas, o Interclube lidera com 70:14:18, seguido do
Jair Transporte a 7:10 e do FBE a 40:52. Os Tubarões Azuis
mantêm o 4.º lugar, a 1:38:14.
A Namíbia ficou reduzida a dois classificados e saiu da
classificação por equipas, que exige três. São seis as equipas
que mantêm os três classificados: o KBZ é 5.º e São Tomé e
Príncipe 6.º. Com a saída da Namíbia, Cabo Verde é a melhor
selecção estrangeira da Volta.
Nas classificações secundárias, Gilberto Dias é 16.º na montanha
e Eliezer Soares 16.º nas metas volantes, com Klisman David em 18.º
A 9.ª e última etapa corre-se amanhã, 18 de Outubro, em
Luanda. Os resultados são oficiósos até homologação pelo
Colégio de Comissários.
16 de Outubro · 7.ª etapa: Cabo Verde passa a Namíbia e sobe ao 4.º lugar por equipas
A Volta cumpriu hoje a etapa mais longa até agora, 180 quilómetros
entre o Lobito e o Sumbe, com chegada na subida de 14% em
direcção ao Paredão. Venceu Bruno Aráujo (Interclube) em
4:42:25.99, a 38,24 km/h, num desfecho apertadíssimo: Igor Silva a
3 segundos e Hosana Gonçalves a 6.
Leandro Brito foi 10.º, a 49 segundos do vencedor — o segundo
dia seguido em que é o melhor cabo-verdiano. Gilberto Dias foi
18.º, a 1:49, e Eliezer Soares 21.º, a 2:23. Rúben Lopes,
Nélio Cruz e Klisman David terminaram em 35.º, 37.º e 38.º.
Os seis chegaram todos.
Foi um dia duro para o pelotão: a 7.ª etapa começou com
64 ciclistas classificados na geral e terminou com 61. Três
ficaram pelo caminho.
O 4.º lugar por equipas
Na etapa, os Tubarões Azuis foram 4.º a 4:12 do Jair Transporte, com
a Namíbia em 5.º a 7:59 — mais 3 minutos e 47 segundos ganhos.
Isso chegou para virar a classificação. Depois de ontem terem ficado
a 29 segundos, os Tubarões Azuis são agora 4.º da geral por
equipas, com a Namíbia em 5.º a 3:18. Em dois dias, Cabo Verde
recuperou os 10:33 que devia e passou para a frente.
Entre as selecções estrangeiras, Cabo Verde é agora a melhor da
Volta: é 1.º, com a Namíbia a 3:18 e São Tomé e Príncipe em
3.º. O Zimbabué, a Guiné-Bissau e o Velo Club, do Senegal,
continuam em prova mas já não têm os três atletas classificados que
o regulamento exige para constar da classificação por equipas.
Na geral individual
Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 18:17:36.
Eliezer Soares continua em 13.º, a 19:29, e Gilberto Dias em
18.º, a 26:21. Seguem-se Leandro Brito em 36.º, Rúben Lopes em
37.º, Nélio Cruz em 39.º e Klisman David em 43.º, num total de 61
classificados.
Nas classificações secundárias, Gilberto Dias é 8.º entre 18 na
Camisola Branca, a classificação dos sub-23, e 14.º na montanha,
onde Leandro Brito também já pontuou. Nas metas volantes, Klisman
David é 16.º e Eliezer Soares 19.º.
A 8.ª etapa corre-se amanhã, 17 de Outubro, entre o Porto Amboim e
Luanda. Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de
Comissários.
15 de Outubro · 6.ª etapa: Eliezer Soares 7.º no contra-relógio e Cabo Verde a 29 segundos da Namíbia
A Volta regressou hoje em Benguela com a etapa mais diferente do
programa: um contra-relógio individual de 28 quilómetros, sem
pelotão e sem companheiros de equipa, com cada ciclista a partir
sozinho de minuto a minuto e por ordem inversa da classificação
geral. Venceu Dário António (Interclube) em 34:52.989, a
48,18 km/h.
Eliezer Soares foi 7.º entre 64 classificados, a 2:33 do
vencedor, rodando a 44,88 km/h. E a surpresa do dia chama-se
Leandro Brito: 11.º, a 2:55, depois de ter sido 30.º no
prólogo. Gilberto Dias foi 20.º, a 3:39.
Nadir Lopes não alinhou, por problemas físicos. A selecção
segue com seis ciclistas em prova.
O dia em que a selecção atacou a Namíbia
O melhor resultado de hoje não é individual. Na classificação por
equipas da etapa — a soma dos três melhores de cada selecção —
os Tubarões Azuis foram 4.º, a 4:53 do Jair Transporte, com
a Namíbia em 5.º a 14:57. Cabo Verde tirou 10 minutos e 4
segundos à Namíbia num só dia.
Na geral por equipas, a Namíbia é 4.ª a 1:06:21 do Interclube e
Cabo Verde 5.º a 1:06:50. A diferença entre as duas, que era
de 10:33 ao fim da 5.ª etapa, é agora de 29 segundos.
Faltam três etapas.
Era o que se esperava deste terreno. No prólogo, o único outro dia
contra o relógio desta Volta, a selecção já tinha batido a Namíbia
por 52 segundos. Hoje a vantagem multiplicou-se por doze.
Na geral
Bruno Aráujo manteve a camisola amarela, com 13:35:11,
seguido de Dário António a 5:11 e André Alexandre a 5:44.
Eliezer Soares continua em 13.º, agora a 17:05 — e com a
classificação ainda mais apertada à sua volta: o 12.º lugar está a
4 segundos e o 11.º a 13. Gilberto Dias subiu de 20.º para
18.º, a 24:31. Seguem-se Rúben Lopes em 38.º, Nélio Cruz em
40.º, Leandro Brito em 45.º e Klisman David em 49.º, num total de
64 classificados.
Nas classificações por pontos, Gilberto Dias é 13.º na montanha e
Klisman David 16.º nas metas volantes.
As horas de partida
Num contra-relógio não há partida em conjunto: cada ciclista sai
sozinho, de minuto a minuto. Os cabo-verdianos partiram entre as
10h03 e as 10h54, hora de Angola.
Horas de partida da Selecção Nacional, nas duas horas — Angola e Cabo Verde. Lista oficial da organização.
A 7.ª etapa corre-se amanhã, 16 de Outubro, entre Benguela e o
Cuanza Sul. Os resultados são oficiósos até homologação pelo
Colégio de Comissários.
14 de Outubro · Dia de descanso e travessia para Benguela
A Volta parou hoje. Depois de cinco dias de corrida e das duas
etapas mais duras da prova, o pelotão cumpriu o único dia de descanso
do programa, ocupado com a travessia do sul para Benguela —
mais de 300 quilómetros de estrada, para uma caravana de perto de
600 pessoas entre ciclistas, equipas técnicas, organização e imprensa.
Cabo Verde segue com sete dos oito ciclistas que partiram.
Miklos Mota já não está em prova.
A selecção chega a este intervalo com Eliezer Soares em 13.º da
geral, a 16:31 da camisola amarela, e Gilberto Dias em 20.º,
a 22:51. Por equipas, os Tubarões Azuis são quintos, a 1:02:23
do Interclube e a 10:33 da Namíbia, que ocupa o quarto lugar.
Nas classificações por categoria
A classificação geral não conta tudo. Nos quadros por categoria da
organização, Eliezer Soares é 8.º entre os 32 classificados da
Categoria Geral — a categoria dos elites — e Gilberto Dias é
10.º entre 21 na Camisola Branca, a classificação dos sub-23, a
14:03 do líder. Leandro Brito, também sub-23, é 17.º.
Há ainda pontos cabo-verdianos nas duas classificações por pontos:
Gilberto Dias pontuou na montanha e Klisman David nas metas volantes.
O que está em jogo amanhã
A 6.ª etapa é um contra-relógio individual, em
Benguela — o segundo dia da Volta em que cada ciclista
corre sozinho contra o tempo. É o terreno em que esta selecção se
apresentou melhor: no prólogo, aos 5 quilómetros, Eliezer Soares
foi 4.º entre 81 classificados, a 13 segundos do vencedor e a
51,43 km/h, o melhor resultado individual cabo-verdiano em toda a
prova.
A geral está apertada à volta dele: o 12.º lugar está a 5 segundos
e o 11.º a 51 segundos. Os dez primeiros estão a 2:59.
Por equipas vale a mesma leitura. No prólogo, os Tubarões Azuis
ficaram 52 segundos à frente da Namíbia — 4.º contra 6.º. A
diferença de 10:33 que hoje separa as duas selecções abriu-se toda
nas rampas da 4.ª e da 5.ª etapas.
Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de
Comissários.
13 de Outubro · 5.ª etapa: Eliezer Soares sobe a 13.º na geral
Bruno Aráujo (Interclube) venceu a 5.ª etapa em 4:21:47 e
pôs terra de permeio na geral. Atrás dele, só companheiros de equipa:
Odilson Santos a 2:42 e André Alexandre a 4:43. Dário António, que
perdera a camisola amarela na véspera, cedeu mais 6:21. Foram 67 os
classificados.
Eliezer Soares foi o melhor cabo-verdiano, em 14.º, a 8:38 do
vencedor. Gilberto Dias terminou em 19.º, a 12:19, e Rúben Lopes em
26.º, a 17:07 — os três no primeiro terço da classificação. Depois
abriu-se um fosso: Klisman David 47.º, Leandro Brito 48.º, Nélio Cruz
56.º e Nadir Lopes 67.º.
O que mudou na geral
Os cinco primeiros da geral são os mesmos de ontem, mas as
distâncias deixaram de ser as mesmas: André Alexandre estava a 18
segundos de Bruno Aráujo e passou a 5:01; Dário António estava a 50
segundos e passou a 7:11. Numa só etapa, a Volta deixou de se jogar ao
segundo.
Do lado cabo-verdiano, Eliezer Soares subiu de 15.º para 13.º, a
16:31 da camisola amarela, e Gilberto Dias de 24.º para 20.º, a
22:51. Subiram sem terem ganho tempo a ninguém à frente — subiram
porque outros perderam mais.
Os restantes: Rúben Lopes 40.º, Nélio Cruz 43.º, Leandro Brito 45.º,
Klisman David 50.º e Nadir Lopes 64.º.
Por equipas
O Interclube lidera com folga, seguido do Jair Transporte e do FBE. Os
Tubarões Azuis mantêm o quinto lugar, a 1:02:23.
Entre as equipas estrangeiras, a Namíbia continua à frente e a
distância para Cabo Verde passou de 38 segundos para 10:33. Era o
duelo mais apertado da prova até ontem; deixou de o ser.
Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de
Comissários.
12 de Outubro · 4.ª etapa: Gilberto Dias décimo, a montanha arruma a geral
Oitenta e sete quilómetros, os mais lentos da Volta até agora: o
vencedor da 4.ª etapa, o angolano André Alexandre (Interclube),
fez a média de 31,82 quilómetros por hora, contra 40,78 na
véspera. Quando a média cai nove quilómetros por hora, a estrada
subiu — e numa etapa dessas as diferenças deixam de ser de
segundos.
Gilberto Dias foi décimo, a 2:43 do vencedor. É a primeira vez
nesta Volta que é ele o melhor cabo-verdiano do dia, e é o segundo dia
seguido em que a Selecção coloca um atleta no top-10 da etapa. Eliezer
Soares terminou em 27.º, a 7:46. Atrás, a etapa cobrou o seu preço:
Rúben Lopes 38.º, Nélio Cruz 50.º, Klisman David 57.º, Leandro Brito
65.º e Nadir Lopes 69.º, em 69 classificados.
O que mudou na geral
A camisola amarela mudou de ombros: Bruno Aráujo (Interclube)
lidera com 8:36:32, seguido do companheiro de equipa André Alexandre a
18 segundos. Dário António, líder desde o prólogo, é agora
terceiro, a 50 segundos.
Do lado cabo-verdiano, a etapa trocou as posições dentro da própria
Selecção. Eliezer Soares continua o primeiro cabo-verdiano da
geral, agora em 15.º, a 7:53 — vinha de sexto. Gilberto Dias
subiu de 34.º para 24.º, a 10:32, e passou a ser o segundo da
Selecção. Nélio Cruz é 37.º, Leandro Brito 45.º, Rúben Lopes 49.º,
Klisman David 51.º e Nadir Lopes 62.º.
É o tipo de dia que a Volta a Angola costuma ter uma vez por
edição e que separa a prova em duas: quem passa a montanha com o
grupo da frente e quem passa a correr por outra coisa. A Selecção
ficou com dois atletas do primeiro lado.
Por equipas
A organização passou a publicar a classificação oficial por
equipas, e é essa que a Federação reproduz a partir de hoje: soma
dos três melhores de cada equipa em cada etapa. Lidera o Interclube,
com FBE e Jair Transporte a seguir. Os Tubarões Azuis são
quintos, a 31:44.
Entre as equipas estrangeiras houve troca de lugares: a Namíbia
passou para a frente e Cabo Verde é segundo, a 38 segundos.
Depois de três dias na liderança desta classificação, são 38
segundos a recuperar em seis etapas — e com a Namíbia à vista, na
mesma estrada.
Os resultados são oficiósos até homologação pelo Colégio de
Comissários.
11 de Outubro · 3.ª etapa: Leandro Brito décimo, dois cabo-verdianos no top-15
A Volta entrou na Huíla e foi um dia duro para a Selecção — mas não
por causa do terreno. Duas quedas, em momentos diferentes da etapa,
apanharam cinco dos oito cabo-verdianos. Entre o Huambo e a Huíla
venceu o angolano Bruno Aráujo (Interclube),
sozinho, em 2:27:08.938 a 40,78 quilómetros por hora, com apenas 1,4
segundos para um grupo de sete onde seguia a camisola amarela.
Leandro Brito foi décimo, a sete segundos do vencedor — o
melhor resultado de um cabo-verdiano nesta Volta. Eliezer Soares
terminou em 12.º, a 9,1 segundos. Depois abriram-se as diferenças:
Nélio Cruz foi 22.º a 1:39, Gilberto Dias 35.º a 7:19, Klisman David
49.º, Nadir Lopes 53.º e Rúben Lopes 62.º.
Duas quedas
Os tempos do dia explicam-se por duas quedas em momentos diferentes da
etapa.
Na primeira foram apanhados Miklos Mota, Gilberto Dias e Klisman
David. Miklos partiu a manete das mudanças e não teve como
continuar. Klisman trocou de roda e seguiu. Gilberto trocou de
bicicleta com Rúben Lopes, e foi Rúben quem acabou a etapa na bicicleta
do colega, com as mudanças avariadas — e ainda furou mais à frente,
mas resolveu a tempo de chegar ao fim. Klisman magoou um pé e Gilberto
um joelho, sem gravidade.
Já na fase final houve uma segunda queda, com Nélio Cruz e Eliezer
Soares. Eliezer ainda terminou em 12.º, a nove segundos do vencedor;
Nélio perdeu 1:39 e foi 22.º.
Apesar das duas quedas, todos os atletas estão bem. Feitas as
contas do dia: cinco dos oito foram ao chão, sete chegaram ao fim. Num
dia assim, o décimo lugar de Leandro Brito na etapa e o sexto de
Eliezer na geral valem mais do que os números dizem.
O que mudou na geral
Eliezer Soares desceu de quarto para sexto, mas perdeu pouco:
oito segundos para o grupo da amarela. Está agora a 21 segundos de
Dário António, com quatro corredores pelo meio separados por nove
segundos. É uma classificação apertada, em que uma etapa decide
vários lugares de uma vez.
Leandro Brito saltou de 27.º para 11.º, a 47 segundos. É a
primeira vez nesta Volta que Cabo Verde tem dois atletas nos quinze
primeiros. Nélio Cruz é 21.º, Gilberto Dias 34.º, Klisman David 42.º,
Rúben Lopes 51.º e Nadir Lopes 53.º.
Dois nomes em vez de um
Vale a pena olhar para o percurso de Leandro Brito nestes três dias:
30.º no prólogo, 27.º na geral de ontem, 11.º hoje. Não foi um
dia isolado — foi subindo em cada etapa, e subiu mais justamente no
dia em que o terreno ficou mais duro.
Até agora a Selecção tinha um resultado e sete acompanhantes. A partir
de hoje tem dois atletas com algo a defender na classificação geral —
o que, numa prova que se decide nas rampas do sul, muda as contas de
quem tem de ir com quem.
Por equipas
O Interclube passou para a frente da classificação por equipas, à
custa da vitória de Bruno Aráujo. Os Tubarões Azuis mantêm o
quarto lugar, agora a 2:37, e continuam primeiros entre as
equipas estrangeiras, com 49 segundos de vantagem sobre a Namíbia.
São contas da FCC sobre os tempos oficiais, oficiósas até homologação.
Amanhã, 4.ª etapa: Namibe – Huíla. É a mais curta das etapas em
linha, mas acaba na subida da Umbia, com rampas de 12 por cento. É o
primeiro dia em que a Volta se pode decidir.
10 de Outubro · 2.ª etapa: seis cabo-verdianos no grupo da frente
A primeira prova em linha da Volta, 140 quilómetros entre o Bié e o
Huambo segundo a cronometragem oficial, terminou com chegada em
pelotão — e com seis dos oito cabo-verdianos no grupo da
frente, todos com o tempo do vencedor. Depois de um prólogo em que
os oito se espalharam por mais de um minuto e meio, foi a primeira vez
que a Selecção correu junta.
Venceu o angolano Jorge Gonçalves (Jair Transporte), que fez os
140 quilómetros em 3:19:27.241, a 42,12 quilómetros por hora de média.
Nélio Cruz foi o melhor cabo-verdiano, 15.º, seguido de Leandro
Brito em 17.º, Miklos Mota em 27.º, Eliezer Soares em 29.º e Gilberto
Dias em 36.º — os cinco com o mesmo tempo do vencedor. Klisman David
chegou a 6,9 segundos, em 40.º. Rúben Lopes e Nadir Lopes ficaram para
trás, a 14:19 e a 18:29.
O que mudou na geral
Eliezer Soares manteve o quarto lugar, a 13 segundos da camisola
amarela de Dário António, e a apenas seis segundos do pódio. Numa
etapa em que ninguém da frente perdeu tempo, segurar a posição era o
objectivo, e cumpriu-se.
Os outros subiram todos: Nélio Cruz de 22.º para 20.º, Leandro
Brito de 30.º para 27.º, Gilberto Dias de 31.º para 29.º,
Miklos Mota de 35.º para 34.º. Klisman David é 42.º. Com cinco
atletas no primeiro terço de um pelotão internacional de 78, a
Selecção deixou de depender de um só nome.
Meio segundo que já conta
Há um pormenor que vale a pena guardar. Eliezer Soares e o angolano
Hosana Gonçalves têm exactamente o mesmo tempo na geral,
3:25:17. O que separa o quarto do quinto lugar são os 505
milésimos que Eliezer lhe tirou no contra-relógio de ontem — 5:50.392
contra 5:50.897.
É a regra do desempate a funcionar: quando os tempos da geral empatam,
contam as frações de segundo registadas no prólogo. Meio segundo ganho
numa curva do Cuito vale, hoje, um lugar na classificação — e pode
valer mais até ao último dia.
Por equipas
Na soma dos três melhores tempos de cada equipa, os Tubarões Azuis são
quartos na geral, a 1:02 do Jair Transporte, atrás das mesmas três
equipas angolanas de ontem. Entre as equipas estrangeiras continuam
em primeiro, agora com 52 segundos de vantagem sobre a Namíbia. O
Zimbabué e a Guiné-Bissau ficaram sem classificação por terem apenas
dois atletas a terminar a etapa. São contas da FCC sobre os tempos
oficiais, oficiósas até homologação.
Amanhã, 3.ª etapa: Huambo – Huíla. Começa a aproximação ao sul, onde
a Volta se decide.
9 de Outubro · Prólogo: Eliezer Soares quarto no Cuito
A Volta a Angola abriu com um contra-relógio individual de cinco
quilómetros nas ruas do Cuito e a Selecção Nacional começou melhor do
que se esperava. Eliezer Soares foi quarto, a 13,3 segundos do
vencedor, e é terceiro da categoria geral. Os oito ciclistas
cabo-verdianos terminaram a etapa.
Num esforço de pouco menos de seis minutos, Eliezer rolou a 51,43
quilómetros por hora de média, segundo a cronometragem oficial da
prova. O vencedor andou a 53,41. Num contra-relógio curto não há onde recuperar:
ganham-se ou perdem-se segundos no arranque, nas curvas e na
capacidade de aguentar a posição até ao fim.
Os três à frente
Dário António (Interclube) venceu com 5:37.090, a 53,41 km/h.
É o homem a bater: ganhou as três últimas edições da Volta a Angola,
foi campeão nacional de contra-relógio em 2019, 2022 e 2024, campeão
nacional de estrada em 2016, e venceu a Volta ao Faso em 2019. Correu
como profissional na Banco BIC-Carmim e na BAI-Sicasal-Petro de
Luanda. O contra-relógio é a sua especialidade, e hoje notou-se.
Igor Silva (Jair Transporte) foi segundo, a 5,2 segundos, a 52,63 km/h. É o
vencedor da primeira Volta a Angola, em 2015, e um dos nomes mais
constantes do ciclismo angolano: campeão nacional de contra-relógio em
2006, 2007 e 2016, campeão nacional de fundo em 2023, vencedor da
Volta ao Congo em 2015 e terceiro na Volta ao Egipto em 2019.
Cristian Texeira (Jair Transporte) completou o pódio a 7,8
segundos, a 52,33 km/h, e vestiu a camisola branca, por ser o melhor sub-23 do dia.
É o menos conhecido dos três, e talvez o que mais diz sobre o nível da
prova: um sub-23 angolano andou mais depressa do que a generalidade do
pelotão internacional.
Eliezer Soares ficou a 8,1 segundos de Igor Silva e a 5,5 de Cristian
Texeira. Posto de outra forma: entre o quarto e o segundo lugar
couberam oito segundos num esforço de seis minutos. É uma margem
curta, e diz que a distância para os melhores angolanos, neste terreno,
já não é um abismo.
Por equipas
A organização ainda não publicou classificação por equipas. Pelo
critério habitual — a soma dos três melhores tempos de cada equipa,
que é também o que está configurado na cronometragem da prova —, a
Selecção Nacional é quarta entre as onze equipas classificadas,
com 18:24.202, a 1:01 do Jair Transporte. À frente ficaram as três
equipas angolanas de referência: Jair Transporte, Interclube e APL.
Entre as equipas estrangeiras, Cabo Verde é primeiro: 52,5
segundos à frente da Namíbia, 1:32 à frente da Guiné-Bissau e 3:52
à frente de São Tomé e Príncipe. O Zimbabué e o Velo Club, do
Senegal, não têm classificação por terem menos de três atletas a
terminar. São contas da FCC sobre os tempos oficiais, oficiósas até
homologação.
Como ficaram os nossos
4.º Eliezer Soares5:50.392 · +13.3
21.º Nélio Cruz6:14.349 · +37.3
29.º Leandro Brito6:19.461 · +42.4
30.º Gilberto Dias6:22.256 · +45.2
34.º Miklos Mota6:24.672 · +47.6
45.º Klisman David6:36.613 · +59.5
53.º Rúben Lopes6:59.877 · +1:22.8
54.º Nadir Lopes7:00.712 · +1:23.6
Nas classificações secundárias, Miklos Mota é segundo no melhor
jovem e Eliezer Soares terceiro na categoria geral. Leandro Brito e
Gilberto Dias são 11.º e 12.º na camisola branca.
O prólogo não decide uma Volta: decide a ordem por onde se entra nela.
As diferenças de hoje contam-se em segundos; as das etapas do sul, com
a Umbia, a Tundavala e a Serra da Leba, contam-se em minutos. Mas
começar com um atleta no top 5 e os oito em prova é a melhor forma de
entrar.
Amanhã, 2.ª etapa: Bié – Huambo, 151 quilómetros. A primeira prova
em linha, e a primeira vez que a equipa vai ter de correr junta.
Resultados da cronometragem oficial da prova, oficiosos até
homologação pelo Colégio de Comissários. 78 classificados.
9 de Outubro · Antevisão: o percurso, onde se decide e o prólogo
Com a publicação do caderno de encargos da 5.ª edição, a Volta a
Angola deixa de ser uma ideia e passa a ser um mapa. São nove etapas
entre 9 e 18 de Outubro, um dia de descanso, mais de 1 100
quilómetros e oito províncias atravessadas — Bié, Huambo, Huíla,
Namibe, Benguela, Cuanza Sul, Icolo e Bengo e Luanda. A prova está
inscrita na classe NCUP 2.2 e disputa-se segundo os regulamentos da
União Ciclista Internacional. Para a selecção nacional, é o
compromisso internacional mais exigente da época.
As nove etapas
Prólogo · Bié – Bié (Cuito)9 Out · 5 km
2.ª · Bié – Huambo10 Out · 151 km
3.ª · Huambo – Huíla11 Out · 120 km
4.ª · Namibe – Huíla12 Out · 87 km
5.ª · Namibe – Huíla13 Out · 150 km
Descanso e travessia Huíla – Benguela14 Out
6.ª · Benguela – Benguela (contra-relógio)15 Out · 40 km
7.ª · Lobito – Sumbe16 Out · 174 km
8.ª · Porto Amboim – Luanda17 Out · 189 km
9.ª · Barra do Cuanza – Luanda18 Out · 190 km
Onde se decide a Volta
A prova decide-se no planalto e nas rampas do sul. A 4.ª etapa,
apesar de ser a mais curta das etapas em linha, termina na subida da
Umbia, com 12% de inclinação. A 5.ª acaba na Fenda da Tundavala,
depois de dois prémios de montanha. A 7.ª fecha com uma subida de
14% no Sumbe, em direcção ao “Paredão”. E a Serra da
Leba, classificada como prémio de montanha especial, é o ponto mais
alto de dificuldade de toda a Volta. Ao longo dos dez dias são mais
de 20 metas volantes e cerca de 18 prémios de montanha.
Entre as rampas há dois dias contra o cronómetro — o prólogo de hoje
e os 40 quilómetros de Benguela, a 15 de Outubro — que separam quem
rola bem sozinho de quem só vive do pelotão. Quem quiser ganhar a
camisola amarela tem de aguentar o sul e não perder minutos nestes
dois dias.
A última etapa é a excepção: entre a Barra do Cuanza e Luanda, o
perfil é plano junto ao litoral, sem um único prémio de montanha
marcado, e termina num circuito fechado na capital. É o dia dos
sprinters e da festa de encerramento — mas são 190 quilómetros, e
quem lá chegar leva dez dias de estrada nas pernas.
Antevisão do prólogo
A Volta abre com um contra-relógio individual de cinco quilómetros na
cidade do Cuito, província do Bié, com partida e chegada no mesmo
local, junto ao governo provincial. As partidas são dadas de minuto
a minuto e é permitida a utilização de bicicleta específica de
contra-relógio. Alinham 102 ciclistas, com partidas espaçadas ao
longo de pouco mais de hora e meia.
São menos de seis minutos de esforço para os mais rápidos, a uma
média que deve andar perto dos 50 km/h. Num prólogo tão curto, as
diferenças contam-se em segundos e não em minutos: entre o primeiro
e o vigésimo classificado é normal caberem menos de trinta segundos.
Mas são segundos que ficam na classificação geral até ao último dia
— e, em caso de empate no final da Volta, são as fracções de segundo
registadas hoje que desempatam.
O percurso é urbano e praticamente plano, o que premeia quem
arrancar forte e conseguir manter a cadência sem explodir à entrada
das curvas. O Cuito está a mais de 1 600 metros de altitude: o ar é
mais rarefeito, ajuda quem rola depressa mas castiga quem não tem
dias de adaptação — e a nossa comitiva chegou a Angola há três dias.
Em contra-relógio não há fecho de controlo nesta etapa, pelo que
ninguém fica pelo caminho por tempo.
Para a selecção nacional, o prólogo não é o dia de decidir nada. É o
dia de entrar na prova sem perder tempo desnecessário, verificar
sensações e começar a construir a classificação por equipas, que se
faz pela soma dos três melhores tempos de cada selecção em cada
etapa. O objectivo assumido desde a partida mantém-se: chegar a
Luanda a 18 de Outubro com os oito ciclistas e representar bem o
país em cada dia de estrada.
Nas últimas horas antes da partida, os ciclistas fazem o
reconhecimento do percurso, aquecem e afinam os últimos pormenores
do material. É o momento mais silencioso da prova.
Horários de partida
Rúben LopesDorsal 83 · 12h13
Klisman DavidDorsal 81 · 12h17
Gilberto DiasDorsal 80 · 12h22
Leandro BritoDorsal 82 · 12h29
Eliezer SoaresDorsal 78 · 12h52
Miklos MotaDorsal 79 · 12h55
Nadir LopesDorsal 84 · 13h06
Nélio CruzDorsal 77 · 13h13
Cabo Verde alinha como Tubarões Azuis, com os dorsais 77 a 84. Uma
hora separa o primeiro do último cabo-verdiano em estrada. Fecha a
lista de partida da prova Dário António, vencedor das três últimas
edições.
Camisolas em disputa
AmarelaGeral individual por tempos
Verde escuroGeral por pontos
Às bolinhasGeral da montanha
BrancaJuventude · sub-23
Verde fluorescenteGeral de júnior
Cores de AngolaMelhor ciclista angolano
Há ainda classificação do mais combativo e classificação por
equipas. Gilberto Dias, Leandro Brito e Miklos
Mota, inscritos em sub-23, correm também pela camisola branca.
O pelotão
Alinham equipas e selecções interprovinciais angolanas — Interclube,
Jair Transport, APL, Kambas da Bicicleta do Zango, CCCK, Norte 1,
Norte 2, Sul e Misto do Bié — e as selecções nacionais da
Guiné-Bissau, RD Congo, Zimbabwe, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Mali
e Cabo Verde. São 102 ciclistas à partida, no pelotão mais numeroso
em que a selecção cabo-verdiana alinhou esta época.
Começa aqui. Acompanhamos dia a dia.
8 de Outubro · Véspera: apresentação e treino
Na véspera do arranque ficou resolvida a principal preocupação da
comitiva. O problema da bicicleta de Klisman David foi
superado com o aluguer de uma bicicleta em Luanda.
A solução não é a ideal — uma bicicleta alugada obriga a readaptar
medidas e posição, e isso sente-se numa prova com etapas acima de 150
quilómetros — mas garante o essencial: os oito ciclistas convocados
partem. Não foi obra de uma pessoa: o staff, a direcção e os atletas
procuraram alternativas no terreno desde o primeiro dia, e é esse
trabalho conjunto que permite apresentar a selecção completa.
A selecção participou na apresentação oficial das equipas da Volta a
Angola, mostrando-se pela primeira vez ao público da prova com o
equipamento nacional.
A selecção nacional de Cabo Verde na apresentação oficial das equipas da Volta a Angola, em Luanda.
No mesmo dia a equipa realizou um treino conjunto. São sessões que
servem mais do que a forma física, que a esta altura já está feita:
permitem verificar o material depois da viagem, adaptar o corpo ao
calor e à humidade de Luanda — bem diferentes das condições de Santo
Antão, São Vicente ou do Sal — e rodar em grupo, o que para uma
equipa reunida de três ilhas e dois países não é um detalhe.
Falta a revisão final do material e as últimas afinações antes da
primeira etapa, a 9 de Outubro.
7 de Outubro · Comitiva completa e equipamentos
O ciclista Nélio Cruz, que por razões operacionais teve de viajar um
dia depois do resto do grupo, partiu a 6 de Outubro e chegou a Luanda
a 7. A comitiva ficou completa.
Nélio Cruz a caminho de Luanda, a 6 de Outubro.
Foi também o dia em que a equipa se apresentou com os equipamentos
oficiais da Federação. O equipamento leva as cores e as estrelas da
bandeira nacional, o emblema da Federação e as marcas do Banco BAI e
da SITA, parceiros que vêm apoiando o ciclismo nacional.
Uma participação desta dimensão — levar oito atletas e o staff do
arquipélago até Luanda, com material e equipamento — não se faz sem
parceiros que acompanhem o projecto de forma continuada.
6 de Outubro · Chegada a Luanda
A comitiva chegou a Luanda a 6 de Outubro, vinda de Lisboa. A chegada
trouxe também o primeiro problema da missão: a bicicleta de Klisman
Monteiro David chegou com o quadro partido e uma roda amolgada.
Numa prova por etapas, a bicicleta não é um acessório — é a
ferramenta de trabalho do atleta, afinada às suas medidas. Uma roda
substitui-se; um quadro partido não se repara no local e significa,
em princípio, não partir.
A resposta foi colectiva. Staff, direcção e os próprios atletas
puseram-se a procurar alternativas em Luanda, com um objectivo
simples: que nenhum dos oito convocados ficasse de fora por falta de
material.
5 de Outubro · Partida
Juntar uma selecção num arquipélago começa por ser um exercício de
logística. A comitiva nacional partiu em três grupos — de São
Vicente, do Sal e da Praia — com ponto de encontro em Lisboa.
Na capital portuguesa juntaram-se ao grupo Ana Rita Vigário,
Seleccionadora Nacional, e o ciclista Leandro Brito, que
viajou de Itália, onde reside. Do Sal seguiu também Idelfrides
Soares, o Didi, que nesta missão acumula as funções de chefe de
missão e de mecânico da equipa.
A comitiva fez escala em Lisboa no próprio dia 5, com a chegada a
Luanda prevista para o dia seguinte.
Atletas
Nadir LopesSanto Antão
Nélio CruzSão Vicente
Miklos MotaSão Vicente
Eliezer SoaresSal
Rúben LopesSanto Antão
Gilberto DiasSanto Antão
Klisman DavidSão Vicente
Leandro BritoItália
Equipa técnica
Ana Rita VigárioSeleccionadora · Portugal
Idelfrides SoaresChefe de missão · Sal
Já em Angola, integram também o staff o massagista Vânio e o
assistente Bruno.
Enquadramento
A Selecção Nacional de Cabo Verde participa na Volta a Angola, que se disputa entre 9 e 18 de Outubro. A comitiva iniciou a viagem a 5 de Outubro e regressa a 19.
A representação nacional foi composta por oito atletas, sob orientação
da Seleccionadora Nacional Ana Rita Vigário, e de Idelfrides Soares
como chefe de missão. É o primeiro compromisso internacional da
selecção sob a nova direcção da Federação.
É a terceira participação de Cabo Verde na prova, a convite da
Federação Angolana de Ciclismo, segundo o Presidente da Federação,
Manuel Tomás Gomes. A Volta a Angola é uma competição exigente, que
reúne ciclistas de países africanos e europeus e tem etapas de mais
de 150 quilómetros.
A selecção dos atletas teve por base os resultados nas provas
nacionais — incluindo campeões e vice-campeões nacionais — e o
comportamento dos ciclistas em competição.
Quanto a objectivos, o Presidente da Federação afirmou que o
principal é uma boa prestação que dignifique a bandeira nacional,
acrescentando que entrar no top 10 ou vencer uma etapa seria "muito
bom". Considerou ainda que o ciclismo cabo-verdiano está em evolução
e melhora de ano para ano.
Declarações à Agência Inforpress, 5 de Outubro de 2026.